Talvez você já tenha ouvido falar em Trilogia Analítica e ficado com a impressão de que é um assunto complicado ou distante do dia a dia. Na prática, proponho uma pergunta simples e inquietante para sair do modo automático e começar a se interiorizar: por que sofremos com aquilo que, no fundo, ajudamos a construir dentro de nós?

Este texto é um convite para conhecer (aos pouquinhos) esse caminho de autoconhecimento.

Uma ciência que cuida do ser humano por inteiro

A Trilogia Analítica é o resultado do desenvolvimento realizado pelo psicanalista Norberto R. Keppe e sua assistente, a psicanalista Cláudia B. S. Pacheco, da psicanálise de Sigmund Freud, Jung, Melanie Klein, Wilfred Bion, unidas ao trabalho de filósofos e teólogos de maior importância como Sócrates, Platão, Santo Agostinho e as descobertas científicas de Michael Faraday, Nikola Tesla e a revelação de Cristo.

Destinada a desenvolver a sanidade do ser humano e sua capacidade de realização, utiliza o método dialético keppeano de interiorização, que promove a conscientização da causa mais profunda dos bloqueios, ansiedade, depressão, falta de motivação, dificuldades de relacionamento, estresse, dependências químicas etc.

Por que se chama Trilogia Analítica

A palavra Trilogia aponta para uma estrutura de três que aparece em vários planos da vida. No ser humano, ela se expressa como sentimento, pensamento e ação. Na sociedade, como teologia, filosofia e ciência. E na teologia, em Deus pai, Deus filho e Espírito Santo. Analítica porque se trata de um trabalho de análise, de observação cuidadosa da consciência, inerente ao ser humano e eterna.

Essa forma de enxergar ajuda a compreender por que tantas vezes uma pessoa sente uma coisa, pensa outra e age de um jeito que nem reconhece como seu.

A ideia central: nós participamos do nosso sofrimento

Um dos pontos mais delicados e mais libertadores dessa abordagem é reconhecer que boa parte do que nos angustia tem raiz interna. Não se trata de culpa, apesar de isso ser um bom sinal, e sim de responsabilidade no sentido mais gentil da palavra: a de perceber que existe em nós a responsabilidade sobre o nosso sofrimento.

Se o incômodo estivesse apenas do lado de fora, restaria esperar que o mundo mudasse. Ao conhecer o nosso interior, abre-se um caminho de transformação que não depende de controlar os outros, e sim de compreender a si mesmo.

O que esse olhar procura conscientizar

Para Keppe, o problema não é a consciência, mas o que o ser humano faz com ela. O uso que faz com o que se sabe, ou seja, a maneira de tratar a realidade.

Entre os temas, aparecem:

  • Os conflitos internos: aquelas tensões que sentimos sem saber nomear, e que influenciam nossas escolhas.
  • A falta de motivação e o vazio: a sensação de estar vivendo no automático, longe do que dá sentido à vida.
  • As dificuldades nas relações: padrões que se repetem no modo como lidamos com os outros.
  • O estresse do dia a dia: a inquietação que se acumula quando não damos espaço para sentir o que o corpo comunica.

Ao entrar em contato com o próprio interior, a pessoa costuma reduzir naturalmente parte do estresse e aprende a agir com mais calma e equilíbrio nas relações. Não porque os problemas desaparecem, mas porque aprende a ter maior tolerância em ver os próprios problemas.